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Umaro Sissoco Embaló, ex-Presidente da Guiné-Bissau, terá deixado Dakar, com destino a Congo Brazzaville, de acordo com informações divulgadas pelo Confidentiel Afrique.
Sissoco havia, inicialmente, buscado refúgio na capital senegalesa após ser implicado no que alguns descrevem como um "golpe de estado" com o apoio de aliados militares próximos, incluindo o General Horta Inta-a.
Segundo o Confidentiel Afrique, a decisão de Embaló de deixar o Senegal foi precipitada pelas declarações contundentes feitas pelo primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, na última sexta-feira, perante o Parlamento, nas quais ele descreveu a situação na Guiné-Bissau como uma série de "esquemas clandestinos".
Irritado com o tom intransigente do primeiro-ministro, o ex-Presidente teria pedido a seus interlocutores que facilitassem sua saída do território senegalês. O Confidentiel Afrique especifica que essa decisão ocorre em meio à intensa pressão política sobre a presença de Umaro Sissoco Embaló no Senegal, após várias horas de tensão diplomática.
Na Guiné-Bissau, espera-se a chegada, este sábado, de uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para ajudar a resolver a crise política no país.